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Coaching em part time? Só se fizeres isto...

Muitas pessoas quando pensam no início de uma carreira como Coach ficam agarrados ao dilema: “Para fazer Coaching tenho de desistir do que faço hoje, ou será possível dedicar-me ao coaching em part-time?”.

Isto é uma óptima questão que, aliás, todas as pessoas deviam pensar mesmo antes de decidir o que é que vão fazer em relação ao coaching. Eu vejo muitas vezes entrarem neste mundo por paixão, mas quando nos movemos pela paixão, perdemos muitas vezes a racionalidade.

Em 2004, quando comecei a fazer coaching, tomei uma decisão radical na minha vida. Era o nascimento da minha filha e eu decidi despedir-me do meu emprego e começar a fazer uma coisa muito estranha na altura, ainda hoje um pouco estranha, que se chama coaching.

Quando tomei a minha decisão, a maior parte dos meus amigos diziam que eu era louco, que não fazia sentido nenhum, que estava numa boa fase da carreira, que estava a crescer, a ganhar acima da média, só que naquele momento era um impulso imparável.

Muitas vezes quando as pessoas me perguntam “Eduardo, o teu caminho foi esse. Mas será que eu devo fazer o mesmo?” Eu digo sempre, o meu caminho foi esse em 2004, numa circunstância concreta, num momento específico da minha vida, com uma insatisfação concreta em relação ao que estava a viver. O nascimento do meu filho foi só um alerta para isso.

É importante saberes qual é que é o teu momento agora. Porque que vejo muitas vezes pessoas a modelar comportamentos dos outros, sem perceber quais são as condicionantes que envolvem essas questões.

Eu quando larguei o meu emprego tinha seis meses de sobrevivência financeira. E disse para mim mesmo, que se ao fim desses seis meses não conseguisse vingar nesta coisa estranha que se chama coaching mas que é a minha paixão, voltaria pura e simplesmente ao que sempre soube fazer.

Há pessoas que podem tomar esta opção, a questão é: qual é a solução certa para ti? Porque se te estás a fazer esta pergunta é porque é um assunto que te consome.

Eu acho uma óptima ideia começar a fazer coaching em part-time. Agora, é importante explicar o que é isto. Não é fazer uma sessões aqui e acolá e ir experimentando o coaching. Se é para fazer coaching profissional, com estrutura, tens a melhor oportunidade de todas, que é: independentemente da área em que estás, tenho a certeza que tens uma, duas ou três horas por semana que podes utilizar para investir no teu negócio de coaching.

Ou seja, geres a tua agenda e organizas um tempo de qualidade, todas as semanas, para ter clientes de qualidade para investir na tua carreira como coach. Não tem nada a ver com experiências. Tem a ver com carreira.

Se tens esse espaço na agenda, podes colocar disponível apenas para clientes excepcionais. Porque todos os outros, tens uma óptima justificação, que inclusivamente aumenta a tua autoridade, que é “Não tenho agenda.”.

Com pouco tempo, tem de ser aplicado com alguém que seja um bom avatar, que seja alguém com quem eu gosto verdadeiramente de trabalhar, alguém que paga o valor justo pelo meu trabalho. Com esta lógica, com esta forma de trabalhar, o coaching em part-time faz todo o sentido, olhando para o coaching em part-time como carreira.

Tenho exemplos que passaram pela nossa Academia, que trabalhavam em áreas até bastante promissoras, que estavam felizes naquilo que estavam a fazer, só que lhes faltava algo. Começaram nesta estratégia que eu muitas vezes recomendo que é “começa a fazer este processo em part-time”. Mas com todo o respeito pela carreira que vais fazer. Aquele bloco de tempo, vais dedicar ao teu melhor cliente. Tens uma sessão por semana com ele, e quando não cumpre esse processo dizes que não consegues trabalhar mais com esse cliente. Colocas a tua autoridade e começas a desenhar aquilo que queres trabalhar no futuro.

Se perguntas: “No ínicio da minha carreira devo escolher clientes?”. Mais do que nunca, é obrigatório fazê-lo! Porque o teu tempo de agenda é reduzido.

Uma pessoa para trabalhar comigo, tem, neste momento, dois a três meses de espera para fazer um processo de coaching. E isso não tem nada de errado, a minha agenda está cheia, e tenho uma situação que é muito feliz: os clientes quando terminam de fazer o processo de coaching, querem continuar a fazer outras coisas e acabam por me preencher essa agenda.

As pessoas que entram, eu tenho um bloco de agenda para elas entrarem. Esse bloco vai sendo rotativo. Com base na experiência que eu tenho do passado, eu consigo prever daqui a quanto tempo é que consigo ter uma vaga disponível.

Imagina tu, que estás no início da tua carreira, confiante das tuas capacidade, a trabalhar com método, com estrutura e podes escolher quais os clientes que vais trabalhar. Tem de ser uma pessoa que te permite ter tempo, pensar o que vais fazer na sessão, e vais entregar um nível de energia a esse cliente que provavelmente vai gerar resultados evidentes. Esse cliente pode ser uma óptima referência para próximos clientes e pode deixar um testemunho sobre o teu trabalho.

Sempre que consegues cumprir essa disciplina, de utilizar o pouco tempo que tens para aplicar aos teus clientes, o coaching em part-time é um óptimo negócio.

Tenho clientes na Academia que começaram desta forma e perceberam, ao longo do tempo, que estavam cada vez mais motivados na área onde estavam a trabalhar. Que estavam a aprender coisas que podiam aplicar nessas áreas. Sentiam-se mais envolvidos, mais motivados, mais entregues. Quando os blocos de agenda passarem a ser maiores, suficientes para garantir qualidade de vida e estabilidade, e ao mesmo tempo sirvam para uma coisa que é a paixão, podemos então juntar a razão e construir a carreira de forma estruturada. Sempre, desde o primeiro momento, a pensar no que se quer para a carreira. Nunca te esqueças, usa o tempo com qualidade.

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