As principais diferenças entre amor-próprio e egoísmo

É difícil fazer grandes introduções quando é fácil fazer uma separação à priori entre amor próprio e egoísmo. Elas são duas energias completamente opostas.

Não existe amor-próprio sem amor. Como esperas amar verdadeiramente alguém se não te amas? Como esperas entregar o melhor de ti a alguém se não te amas? Se não tens amor-próprio és incapaz de produzir Amor.

Quando pensas em amor, pensas em alguém que respeita, cuida e nutre. No fundo, pensas em alguém que está disponível para se abrir e expandir o seu Amor ao próximo. O mesmo acontece quando existe amor-próprio. Quando te amas, tu precisas de espalhar esse amor. Estás mais disponível para o outro, mas isto acontece apenas porque és consciente e capaz de reconhecer o teu valor. Com o amor-próprio tu ganhas dignidade e respeito por ti, tens necessidade de te nutrir e não estás disponível para ceder aos caprichos de terceiros, simplesmente porque tens a capacidade de não te abandonar.

Quando és egoísta, nada disto acontece. Egoísmos vem de Ego, e o ego é o núcleo da personalidade de alguém, ou seja, é o conjunto de todas as variantes que compõem a base da tua personalidade e consideração que tens por ti próprio. Em equilíbrio o ego é altamente consciente, a perceção que tens de ti é tão consciente ao ponto de se converter ao amor próprio. Em desequilíbrio encontras o Egoísmo. E este é o ponto. O egoísmo é exatamente o oposto de amor. Quando estás em egoísmo, tal como em amor-próprio, tu priorizas-te. No entanto, no caso do egoísmo ainda existe a ação do desprezo. Tu precisas de desprezar o outro para te sentires bem contigo. Precisas de desvalidar para te sentires validado. Como se costuma dizer, para ti, tu és o centro do mundo.

Mas como podes ter consciência se estás em amor ou em egoísmo?

Resposta fácil e curta: entendendo o que o mundo exterior te faz sentir. Quando ajudas alguém, por que razão o fazes? Porque sentes que o deves fazer ou porque o queres fazer? Querer e dever são, novamente, duas energias opostas.

O amor não é uma obrigação. Por isso, quando sentes que deves já estás em ego. Deves ajudar porquê? Para seres validado. Apenas isso. Seja pelo outro ou por ti, tu precisas dessa validação exterior e isso é egoísmo. Quando queres ajudar, estás em Amor porque existe uma partilha. Tu estás a partilhar o teu amor com o outro, sem qualquer interesse próprio.

E quando dizes “não”?

Resposta curta e fácil: Por que razão dizes “não”? Provavelmente é porque algo não te vai beneficiar, no entanto, em que medida? Dizes que “não” porque é contra aquilo que acreditas, é contra algo que honras, é contra a tua dignidade? 

Ou dizes “não” porque é algo que não queres partilhar, porque te faz sair da tua zona de conforto ou porque, de alguma forma, te fere o ego?

A palavra em si não tem qualquer sentido negativo, a energia que colocas nela é que pode ter ou não. A intenção por detrás das tuas ações determina qual é a parte do teu Ego que estás a alimentar. Se queres trazer para a tua vida sentimentos de inveja, vitimismo, raiva ou cobrança, esforça-te para viveres de uma forma egoísta. Se queres trazer para a tua vida sentimentos de partilha, bondade, respeito ou dignidade, trabalhar para viveres em equilíbrio, em amor.

Mas o egoísmo tem amor?

Tem. No entanto é um amor ilusório. Enquanto o amor-próprio ama incondicionalmente quem tu és e quem o outro é, independentemente das características, o amor do egoísmo não trabalha assim. É um amor ilusório porque define padrões de características e comportamentais para amar. Em egoísmo tu amas-te apenas se tiveres um determinado peso, uma determinada forma de vestir, um determinado status social. É um amor por comparação. Só vais conseguir amar o outro se ele também tiver dentro desses padrões que tu definiste. É um amor condicional, ilusório, tem fim. Precisas de condições externas para te amares e sentires amado. Este amor é um amor distorcido porque te separa do mundo exterior, das pessoas e da tua essência. Por ser um amor ilusório ele nunca está satisfeito, então nunca tens o amor suficiente para te nutrires, respeitares e cuidares. Há uma ausência de amor-próprio, onde encontras amor mais do que suficiente para te elevares e elevares o outro.

Então, traz para a tua vida o amor genuíno, o amor incondicional, o amor verdadeiro que está presente na tua essência. Esse é amor que te faz sentir merecedor, capaz de ir mais além e acima de tudo, é o amor que te faz sentir verdadeiramente feliz. Sente o que o ambiente te provoca e trabalha o teu ego para que ele esteja sempre em equilíbrio e tu sejas capaz de partilhar o teu amor incondicional.

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